Por que a Mata Ciliar não deve sair do local? (2/5)

A área tem sido base para muitos projetos de inovação científica, como por exemplo o projeto do Centro Brasileiro para a Conservação dos Felinos Neotropicais.

Desenvolvido pela Associação em parceria com instituições brasileiras e internacionais, o projeto já alcançou a primeira jaguatirica nascida de proveta da América Latina e sucesso no nascimento de um filhote de onça-pintada, nascida por inseminação artificial, primeira do mundo.

Ter que mudar-se para outro local poderia causar dificuldades do projeto acessar os serviços que presta à comunidade local, já que o deslocamento compromete o atendimento às escolas da região, feito regularmente.

Hoje o projeto recebe cerca de 30 animais por dia, a maioria vindo de munícipes. Cerca de 40% dos animais silvestres recebidos pela Ong, após serem resgatados de acidente ou de saírem do habitat natural, são socorridos em Jundiaí

O local atual também funciona como uma proteção preventiva sanitária. No local que está hoje, há um isolamento e controle de zoonoses. Se locado na Serra ou outro local, há probabilidade de espalhar as doenças dos animais que são recebidos para recuperação.

Além disso, a Mata com design ecológico desenvolvida durante as décadas do projeto constituiu, a partir de suas ações de recuperação florestal, um corredor ecológico importante que funciona como uma passagem de fauna para os animais silvestres, conectando trechos de matas no município, permitindo que esses seres consigam se deslocar.

Irrigado por Carlos Diego

O quê está acontecendo com a Mata Ciliar? (1/5)

Já está na internet (5/5)